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Como pensar no exit de sua startup?

Entenda as oportunidades e desafios na sua estratégia de Exit de sua startup

Apesar de ser o sonho de muitos empreendedores chegar ao patamar de unicórnio e depois realizar o seu IPO, a realidade é muito diferente. Nos Estados Unidos, um mercado muito mais maduro em investimentos,  97% dos exits em 2016 foram através de M&A (Fusões e Aquisições) e 60% dos exits foram de empresas que chegaram até no máximo um Series B (CBInsights). Portanto, é fundamental que os fundadores conheçam os possíveis exits que uma startup pode ter, para estarem melhor preparados quando uma oportunidade surgir.

Definição: O Exit de uma Startup, ou o “momento de sua saída”, nada mais é do que uma oportunidade dos acionistas liquidarem suas ações. Olhando da perspectiva dos fundadores, seria um momento em que conseguiriam vender suas ações, ou parte delas, reduzindo assim sua participação na empresa. O mesmo pode ocorrer com os investidores, que passam a monetizar o investimento realizado com o resultado da venda de suas ações.

Dificuldades de um IPO:  O IPO (Initial Public Offering) representa o momento em que a Startup deixa de ser uma empresa de capital fechado para se tornar uma empresa de capital aberto e assim ter suas ações negociadas em alguma bolsa de valores. Realizar o IPO é um processo custoso e demorado, que possui diversas etapas, como auditoria nos resultados da empresa e o período de roadshow. Portanto, geralmente, é mais comum em empresas em um estágio mais avançado. Alguns exemplos de Startups que realizaram seu IPO são: a Stone, que abriu seu capital na bolsa de valores americana NASDAQ, em 2018; e a Meliuz, que abriu seu capital há alguns meses na bolsa de São Paulo, Ibovespa.

M&As (Mergers and Acquisitions) como modalidade mais comum de exit: Ambas as fusões e aquisições são negociações entre empresas, com a diferença de que após uma fusão tem se a extinção das pessoas jurídicas existentes chegando-se em uma nova sociedade. Já no processo de aquisição, ambas as empresas continuam existindo, com suas personalidades jurídicas separadas, mas agora a adquirente possui o controle acionário da outra. Um exemplo interessante de uma startup que passou por esse processo é a Netshoes, que foi adquirida pela Magazine Luiza em 2019, e que antes disso (em 2017) realizou o seu IPO na bolsa de Nova York NYSE.

Venda secundária de ações em follow-ons: ao longo da trajetória da startup, provavelmente será necessário captar recursos com investidores - por exemplo, fundos de Venture Capital - que em troca de uma participação acionária irão aportar uma quantia em dinheiro. Geralmente, tais rodadas envolvem a emissão de novas ações, chamada de oferta primária, onde os acionistas anteriores são diluídos após a rodada. Entretanto, é possível que tais rodadas também possuam uma oferta secundária, que consiste na venda de ações já existentes. É comum investidores que entraram em um estágio muito inicial da startup, por exemplo investidores anjos, realizarem o seu exit “mais cedo” e venderem suas ações para os novos investidores.

Por fim, um meio similar ao anterior seria a recompra das ações de algum fundador ou investidor. Tal recompra pode ser feita pela própria empresa ou por um ou mais dos atuais acionistas da empresa. Para exemplificar, suponha que uma startup possua 4 co-fundadores, cada um com 25% de participação, mas que após 2 anos de operação, 1 dos co-fundadores decida sair da empresa. Em tal situação é importante que seja elaborada uma estrutura de recompra de ações para que cheguem em uma nova distribuição acionária condizente com a nova situação. Por exemplo, pode ser acordado que os três co-fundadores restantes irão comprar parcelas iguais do co-fundador que está saindo, de modo que sua participação seja reduzida de 25% para 4%, ou seja, cada co-fundador comprará 7%.

SPAC: Outra modalidade que tem se tornado cada vez mais crescente nos últimos anos nos Estados Unidos e desde o final de 2020 também no Brasil, os SPACs (Special purpose acquisition company ou sociedades de aquisição de propósito específico em português) são sociedades sem operações comerciais que são constituídas com a finalidade de levantar capital através de um IPO com o objetivo de adquirir uma empresa existente. No nosso próximo post, abordaremos em mais detalhes essa operação e o porquê tem se tornado uma tendência nos últimos meses.

Apesar de ser relevante a informação das possibilidades de exit de sua startup, a maioria dos empreendedores não começam (e nem deveriam começar) suas startups buscando retornos financeiros com suas estratégias de exit, mas sim porque possuem um propósito maior de resolver as ineficiências e problemas dos dias de hoje. Entretanto, como tentamos mostrar ao longo desse artigo, não existe um caminho óbvio até se chegar em um exit. Ele poderá acontecer após muita preparação e diversas reuniões com potenciais investidores e empresas, mas muitas vezes a oportunidade poderá surgir quando menos se espera. Desta forma, é importante ter sempre muito bem mapeado quais são os próximos passos e demandas da sua startup. Isso poderá te ajudar a tomar uma decisão mais embasada e consciente, evitando que aceitem propostas desfavoráveis precipitadamente, mas sem deixar passar as oportunidades únicas.


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